Estudantes pernambucanas, jovens, lindas e desempregadas recorrem a patrocínio.

Pernambuco registrou a maior taxa de desemprego do país no segundo trimestre deste ano. O índice atingiu a casa dos 18,8% e afeta trabalhadores de todas as categorias.


segunda-feira, 27 novembro, 2017

A vida ficou complicada também para as universitárias que dependem de uma ocupação para custear as despesas com os estudos. Algumas decidiram procurar a estabilidade, a segurança e o futuro que um relacionamento sugar pode trazer ao lado de um Sugar Daddy e encontraram o site de relacionamentos Meu Patrocínio. A ferramenta aproxima jovens, bonitas e ambiciosas, as chamadas “Sugar Babies”, de homens maduros, economicamente poderosos, os “Sugar Daddies”.

Jennifer Lobo, CEO da plataforma no Brasil, sempre realizando pesquisas que revelam mudanças de comportamento nos relacionamentos, assinala que, desde 2016, tem observado um crescimento significativo das jovens pernambucanas cadastradas no site: “notamos um incremento de cerca de 50% no número de inscritasna nossa rede. Ao analisar alguns casos, nos deparamos com muitas estudantes de faculdades particulares que perderam as condições necessárias de dar continuidade aos cursos e, além de tudo, correndo o risco de abrir mão dos seus sonhos”. Atualmente, o Meu Patrocínio conta com 9400 cadastrados no estado do Pernambuco, sendo deles, 8200 Sugar Babies que buscam os 1200 Sugar Daddies, tornando uma média de 6 Sugar Babies que buscam um Sugar Daddy no estado.

Recusando-se a mudar o planejamento que havia feito para os próximos anos, Marina F., 24 anos, estudante da Escola Superior de Marketing (ESM), conta que perdeu o emprego de vendedora em uma loja e, de repente, viu a independência ameaçada. “Uma amiga me falou sobre o site e resolvi tentar investir nesse tipo de relacionamento. Não queria abandonar os meus estudos e nem voltar para a casa dos meus pais. Enquanto continuava a busca por uma nova colocação, conheci o meu Sugar Daddy. Ele faz questão de bancar a minha faculdade, garantir o aluguel do apartamento e inclusive está me ajudando a procurar um emprego junto à sua rede de amigos e conhecidos. Além de tudo isso, nos damos super bem, ele é uma pessoa que admiro muito como homem. O que mais eu poderia desejar?”.

Janice M., 26 anos, por sua vez, passou por uma fase difícil depois de seis meses de desemprego. Vivia com o namorado e a relação terminou. No último semestre da faculdade de odontologia, ficou sem rumo e sem condições de terminar a graduação. Também resolveu buscar o seu Sugar e acabou encontrando muito mais do que um “patrocinador”. “Acho que descobri o homem da minha vida, não só um provedor. Além de me apoiar e incentivar a minha carreira, passei a ter uma estabilidade econômica e sou mimada o tempo todo”.

Estudantes pernambucanas, jovens, lindas e desempregadas recorrem a patrocínio.

Para as estudantes entrevistadas, a busca por um patrocinador significou a possibilidade de manter as metas estabelecidas: formação, estabilidade econômica e algo a mais, um mentor que poderá ajuda-las tanto na sua vida pessoal como profissional.